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  • Edição especial - Elas Na Arte

RESPIRA

Anamaria Fernandes
Possui graduação em Dança (UNICAMP, 1993), mestrado em Artes do espetáculo (Université de Rennes II, 2010) e doutorado-tutela em Educação (UNICAMP, 2015) e em Teatro (Université de Rennes II, 2015). Trabalha como artista da dança com foco na improvisação e composição instantânea desde 1994, realizando suas atividades entre o Brasil e a França. Desde 1998, tem se dedicado de forma particular à dança com pessoas em situação de vulnerabilidade, transtornos mentais, deficiências e pessoas com TEA, tendo como diferencial de seu trabalho junto a este público a abordagem da dança pelo viés da arte. Entre 2000 e 2015 foi dançarina e diretora artística da Cie. de dança francesa Dana. Em 2017 fundou a Cia. de dança Ananda (MG), na qual dirigiu diversas criações. Foi professora do Curso de Licenciatura em Dança da UFMG de 2010 à 2015. Desde então, é professora dos Cursos de Graduação em Dança da Universidade Federal do Ceará. Dentre suas produções, realizou documentários, videos dança, peças coreográficas, artigos e livros. E-mail: anamariafernandes160@gmail.com.






"Respira" é uma criação audiovisual da Cia. Ananda, dirigida por Anamaria Fernandes, concebida logo após a eleição que devolveu Lula à presidência e encerrou o ciclo de sufocamento vivido sob o governo Bolsonaro. A obra nasce do impulso de reconquistar e ressignificar a Bandeira do Brasil — símbolo sequestrado e distorcido pela extrema direita, esvaziado de seu sentido coletivo e popular.

O vídeo-dança costura o poema "Rondó da Liberdade", de Carlos Marighella, à força do Coral das Lavadeiras do Vale do Jequitinhonha, à presença de Luyara Santos (filha de Marielle Franco) e aos corpos dançantes dos dançarinos Maxmiler Junio e Anna Paula Santos.

Depois de quatro anos de apneia — anos de violência política, de mortes evitáveis, de apagamentos — "Respira" afirma a necessidade urgente de voltar a encher o peito de ar, de luta, de esperança.

Entre água e sabão, bênçãos e saberes antigos, dança e cura, a obra ergue um grito que a Bandeira do Brasil volte a ser de todos, todas e todes — símbolo de pertencimento, liberdade e ensejo de tempos melhores.


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